Com o falecimento do sócio, a empresa continua responsável pelo pagamento das despesas.
Dois sócios construíram uma empresa. Cada um tem metade do negócio. Um deles morre, e sua participação é avaliada em R$ 2 milhões. A empresa tem patrimônio, clientes e faturamento. Só não tem esse dinheiro disponível para pagar à família.
É nesse momento que uma ausência se transforma também em um problema de caixa.
Muitos empresários acreditam que os filhos do sócio falecido assumirão seu lugar. Isso não acontece automaticamente. Conforme o que foi combinado, a família poderá receber o valor da participação. Sem uma regra própria ou outro acordo, o pagamento pode ser exigido em dinheiro, em noventa dias depois de definido o valor devido.
O patrimônio pode estar em imóveis, máquinas e estoques. A obrigação, porém, precisa ser paga. Para preservar a operação, talvez seja necessário vender um bem, buscar crédito ou negociar em meio ao luto.
A família também fica exposta. O que antes representava uma fonte de renda pode se transformar em uma longa discussão sobre quanto receber e quando o dinheiro chegará.
A entrada dos herdeiros traz outras questões. Herdar uma participação não significa ter interesse, preparo ou disposição para conduzir o negócio. E o sócio que permanece poderá dividir decisões com pessoas que não escolheu.
Nenhuma dessas situações precisa ser deixada ao improviso. É possível definir previamente quem poderá entrar na empresa, como a participação será avaliada e em quais condições a família será paga. Um seguro bem estruturado também pode ajudar a financiar essa transição.
A pergunta que os sócios precisam responder enquanto estão à mesa é simples: se um de nós faltar, como a empresa continua e como a família recebe?
Planejar essa resposta é proteger dois patrimônios de uma vez: o da empresa e o da família de quem partiu.



