Coqueluche – Cuidado!

Doença antiga com aumento atual da transmissão e risco para bebes

A Coqueluche é uma doença conhecida há muitos anos e com vacina inserida no Nosso calendário Nacional de imunizações no início dos anos 80. Mesmo assim temos observado aumento do número de casos e óbitos pela doença nos últimos anos. Segundo o Ministério da Saúde no ano de 2024 ocorreram 28 mortes no Brasil a maioria em crianças menores de 18 meses de vida. Em 2025 já foram registrados mais 3 casos, sendo um no nosso estado na cidade de Campo Grande. Temos observado também um crescente dos números de casos em Mato Grosso do Sul desde os últimos meses do ano passado.

A vacina contra coqueluche existe desde 1960 e todas as crianças deveriam receber a vacina a partir dos 2 meses de vida. O calendário de imunização contra esta doença são 3 doses (aos 2 meses, 4 meses e 6 meses) tanto no SUS como na rede privada e somente depois de receber estas 3 doses que a criança é considerada protegida.

O Ministério da Saúde e a SBIM sugerem desde 2014, que TODAS as gestantes sejam vacinadas com a vacina dTpa que deveria inclusive ser disponibilizada pelo SUS, em cada gestação, para que TODAS as crianças venham a nascer com anticorpos fornecidos pela mãe, durante o primeiro ano de vida.

As gestantes que realizam o pré-natal em alguma entidade de saúde, seja pública ou privada, também deveriam receberam esta informação, porém sabemos que a cobertura vacinal para essa população não está adequada.

Sem a realização dessa vacina na gestante os lactentes que tenham contato com pessoas doentes podem adquirir a doença e evoluírem com gravidade e risco de morte antes de completar o esquema vacinal.

É importante também que todos os adultos que cuidam ou estão próximos destes bebês por exemplo os pais, avós e colaboradores estejam com essa vacina atualizada ANTES do nascimento do bebê, evitando assim que adquiram a doença e transmitam para os lactentes neste período de maior risco.

Estas são as vacinas importantes que devem estar atualizadas para pais e colaboradores que cuidam de bebê - gripe, Doença meningocócica, Doença pneumocócica, dTpa (difteria, tétano e coqueluche), tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varicela.

Um exemplo clássico são as vacinas contra o tétano e a coqueluche. Estas vacinas protegem por 5 a 10 anos. Após este período, a proteção é muito pequena ou até inexistente, e aí está o perigo para os bebês. Por isso que a vacinação entre estes contactantes, devem estar ATUALIZADA. A mãe sempre deve se vacinar a cada gestação.

Os contactantes precisam tomar a vacinas da gripe anualmente e pelo menos a cada 5 anos, a vacina dTpa, além da vacina contra o meningococo ACWY.

Converse com seu médico, procure orientação onde você se vacina regularmente, siga os calendários atualizados da SBIM (Sociedade Brasileira de Imunizações) e calendários do SUS, para maiores informações.

No site da Immunitas, www.immunitas.com.br há um texto sobre as doenças transmitidas pelo ar, no blog, que pode ajudar a entender o período de sazonalidade destas doenças e orientar melhor como se proteger contra elas.

No site da SBIM (www.sbim.org.br) vc pode encontrar uma Nota Técnica de 06 de fevereiro de 2025, com mais detalhes interessantes sobre a atual situação da coqueluche no Brasil, que pode ajudar com mais detalhes sobre o assunto.

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